· Segundo
o historiador Philippe Aries( 1981), o surgimento do sentimento da infância não
existia na sociedade medieval.
· Para
Kramer(1995), o sentimento de infância é determinado pelo contexto social.
· Kramer
(1995) fala sobre a impossibilidade de conceber um modelo de criança no
contexto brasileiro, pois a valorização da infância pelo adulto é dada a partir
das condições econômicas, sociais e culturais da criança, além do papel que
esta exerce na comunidade.
· A análise
detalhada sobre os trajes das crianças é feito pelo historiador Aries, que
discorre sobre os hábitos de vestir adultos e crianças, desde a Idade Media ate
a modernidade.
· A
LDBEN 9394/96 diz que o atendimento à criança deve ser dado em complementação à
educação da família.
· Por
muito tempo a família foi à única responsável pelos cuidados com a criança. O
papel da mae e das outras mulheres era o de cuidar da criança, atendendo-lhe no
seu desenvolvimento físico, a fim de que esta crescesse e assumisse seu papel
social no mundo dos adultos.
· A
conotação negativa do atendimento fora da família, à criança era associada a
ideia de que , se a criança recebia esse tipo de atendimento, é porque os pais
eram pobres e precisavam trabalhar.
· O
atendimento à criança em idade para a educação infantil, no Brasil, é resultado
de vários tipos de iniciativas e é efetivado no bojo de concepções diversas
sobre a criança.
· Do
descobrimento do Brasil até 1930, identificamos uma valorização gradativa da
infância e o atendimento à criança é realizado pelo medico sanitarista.
· No
período de 1874 e 1889, são identificados a existência de projetos elaborados
por grupos particulares, porém com a falta de interesse da administração
publica nas iniciativas isoladas de caráter localizado, o surgimento da ideia
de proteger a infância, mas sem efetivação de políticas serias.
· No
período de pre-1930, foi dada ênfase a medicalização da assistência e a
psicologizaçao do trabalho educativo. A criança era entendida para ser homem de
amanha e fortalecer o Estado.
· Em
1930,o Estado não assume todas as responsabilidades e custos de atendimento á infância.
· Para
compreender o desenvolvimento infantil, muitos teóricos têm apresentado seus
estudos. No entanto , a concepção prágentiana apresenta os elementos
necessários sobre os diferentes aspctos da criança .
· A
comunicação dos seres humanos ocorre de forma diversificada, determinada pela
cultura em que ela e criada.
· A
forma como a criança é criada –a rotina dos cuidados, a alimentação ,a higiene,
a religiosidade-é uma determinação cultural . Será no interior dessas práticas
culturais que a criança irá constituir-se em sua identidade e nas suas formas
de comunicação.
· As
possibilidades concretas de comunicação do ser humano são garantidas pelo seu
desenvolvimento biológico, enquanto a cultura irá possibilita as formas de
utilização da oralidade e de outras formas de comunicação resultantes da
história da humanidade.
· As
linguagens da criança pequena, independentemente da cultura, envolvem o corpo,
o som, o movimento, o humor e as emoções, a vivência do tempo e do espaço,
sendo esses os recursos para a função simbólica.
· A
fala é resultante do desenvolvimento biológico do organismo. É uma construção
social. Portanto, a criança aprende a falar na interação com seres de
diferentes espécies.
· Para
compreender o desenho como estagio preliminar no desenvolvimento da escrita, é
necessário entender que ele é uma linguagem gráfica que surge tendo por base a
linguagem verbal.
· No
momento em que desenha e verbaliza uma historia sobre o que está fazendo esta
mostrando certo grau de abstração.
· Vygotsky
considerou que a criança descobre o principio da escrita à medida que lhe são
apresentados desafios para as representações. De forma gradativa, os sinais
indicativos de traços e rabiscos simbolizadores são substituídos por figuras
que, por sua vez, serão substituídos por signos.
· Vygotsky
diz que o desenho começa depois que a linguagem falada já faz parte da vida
infantil. A fala modela a maior parte da vida interior da criança, inclusive o
desenho.
· O
RCNEI refere-se à primeira proposta curricular oficial destinada à creche e a
pré-escola, tendo sido produzido pelo MEC.
· Critica
feita por Arce(2007) ao RCNEI : prioriza o prazer, o espontaneísmo, o não
diretivismo como eixos do trabalho pedagógico.
· A organização
dos espaços deve obedecer as normas estabelecidas na proposta pedagógica da
escola, sendo que esta tem autonomia para realiza-la. Deve prever o numero de
crianças na instituição, o tempo de permanência
da criança na instituição, os moveis, os objetos, as pinturas das
paredes, o tipo de piso, entre outros fatores.
· A
organização do tempo na educação infantil precisa atender, preferencialmente,
as necessidades biológicas da criança pequena, respeitando o seu ritmo de
desenvolvimento.
· A
constituição do PPP é um compromisso coletivo, ou atividade instituída, que
deve ser registrado, sistematizado, documentado, constituindo uma memoria ou
roteiro de ações que possibilitem a sequencialidade, a continuidade, a unidade
e a identidade institucional de uma escola; é registrado em um plano construído
como documento articulador, iluminando as praticas e conferindo unidade á
proposta pedagógica.
· Os
sujeitos que participam da elaboração do PPP e definem coletivamente quais são
as finalidades da escola são os professores, diretor, funcionários, alunos e
pais.
· As
estruturas administrativas e pedagógicas devem manter um dialogo e uma
coautoria no processo de elaboração do PPP de tal forma que as ações pensadas
sejam resultado das finalidades propostas para a escola e que, nessa
construção, uma nova forma de organização seja propiciada.
· O
PPP explicita a sua identidade, refletindo o conjunto de valores e critérios
que nortearão a ação pedagógica com base no currículo.
· A
definição dos fundamentos teóricos, ou seja, o pano de fundo da proposta
pedagógica, é realizada com base na concepção que o grupo de autores da
proposta tem sobre infância, educação infantil, proposta pedagógica, cultura,
sociedade, etc.
· As
estratégias a serem desenvolvidas para a interação entre família e instituição
de ensino devem ser pensadas pela equipe da educação infantil de forma a
respeitar os modos de a família agir e pensar, além de valorizar os costumes e
tradições da comunidade, permitindo uma aproximação maior dos diversos segmentos.
· Ao
tratarem com as famílias, os profissionais da educação infantil devem estar
atentos para as novas configurações familiares que são constituídas
socialmente. A referência de uma estrutura de família nuclear típica de uma
sociedade burguesa já não pode ser o guia para pensarmos a aproximação entre
famílias e instituições.
· A
interação da família com as instituições propicia o conhecimento dos pais e
responsáveis sobre a proposta pedagógica desenvolvida e o conhecimento das
instituições sobre os contextos em que
as famílias estão inseridas.
· Uma instituição
que faz uso do Referencial curricular nacional para a educação infantil deve
considerar os conteúdos atitudinais, conceituais e procedimentais.
· Sobre
os desafios na educação infantil a atuação coma as famílias de forma a
considerar a dinâmica social e as praticas culturais da comunidade. A superação
da concepção assistencialista da educação infantil.
· Na
fase silábica a criança utiliza uma letra para representar uma silaba, sem se
preocupar com o valor sonoro que as letras podem representar. Aos poucos usam
as mesmas letras para representar os mesmos sons, apresenta, um momento de
conflitos cognitivos relacionados a quantidade mínima de letras e à contradição
entre a interpretação silábica e a escrita alfabética, que tem sempre as mesmo
as letras.
· Na
fase silábico- alfabética a criança ora escreve uma letra para representar uma
silaba, ora escreve a silaba completa.
· Na
fase alfabética a criança distingue unidades linguísticas, como as letras, as sílabas
e as frases.
· Na
concepção de Vygotsky, o desenvolvimento esta baseado no organismo ativo e o
pensamento é construído em um ambiente histórico e social. Ele não aceita a
possibilidade de existir uma sequencia universal de estágios cognitivos.
· O
método criado por Maria Montessori propunha a criação de um ambiente que
estimulasse o desenvolvimento da criança. Defendia que o ambiente deve ser
adaptado para o uso da criança de forma a atendê-la nos aspectos físicos e
psicológicos.
· A
fala usada na interação social com outros mais experientes auxilia a
organização do pensamento complexo abstrato e individual. Ao internalizar as
instruções, as crianças modificam as funções psicológicas (atenção, percepção,
memória e a capacidade de solucionar problemas). A palavra dá forma ao
pensamento.
· As
instituições construídas para atender as pessoas de baixa renda eram vistas de
forma estigmatizada. As creches eram consideradas depósitos de crianças e a
concepção educacional era marcada pelo caráter compensatório para sanar as
possíveis faltas e carências das famílias.
· Para
tratar da concepção de criança, percorrendo a tradição da educação infantil no
mundo e no Brasil, foi analisado o papel das politicas criadas pelo Estado e
das primeiras organizações formais para o atendimento fora da família.
· A
contribuição do brinquedo para o desenvolvimento humano é que no brinquedo é
criada uma zona de desenvolvimento proximal da criança na medida em que ela se
comporta além do habitual de sua idade. A criança opera com significados desligados
dos objetos e ações aos quais estão habitualmente vinculados e o brinquedo é um
espaço de transição.
· Para
Vygotsky a criança é um ser social. Segundo seus estudos, o processo de
desenvolvimento de conhecimento se faz por mediações e de acordo com ele, o
professor é um mediador entre a criança
e o cultural para que tenha acesso aos conteúdos universais.
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